CCJ da Câmara vota fim da escala 6x1; veja o que pode mudar
22 de abril de 2026

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira, 22, um parecer que pode liberar o andamento das propostas que acabam com a jornada de trabalho no modelo 6x1, em que se trabalha seis dias para folgar um.Se aprovado, o texto permite que as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) avancem e sejam analisadas em conjunto. O relatório é do deputado Paulo Azi (União-BA) e já havia sido apresentado, mas a votação foi adiada após um pedido de mais tempo para análise.Nesta etapa, os deputados não discutem o mérito das propostas, apenas verificam se elas são compatíveis com a Constituição. Leia Também: Alckmin condiciona fim da escala 6x1 a debate sobre setores específicos Fim da escala 6x1: Governo estima data para que proposta seja aprovada Hugo Motta deve escolher nome do centrão para relatar PEC da 6x1 Hoje, há mais de um texto sobre o tema na Câmara. Por decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), as propostas passaram a tramitar de forma unificada.Se avançarem, ainda serão analisadas por uma comissão especial e pelo plenário antes de seguir para o Senado.Projeto de lei do governo federalParalelamente à tramitação das PECs, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu enviar um projeto próprio sobre o mesmo tema para a Câmara.A avaliação do Planalto é que esse caminho é mais simples, por exigir menos votos no Congresso e ter uma tramitação mais rápida.Uma PEC precisa do aval de ao menos 308 deputados, enquanto um projeto de lei depende apenas da maioria dos presentes no momento da votação.Esse projeto, no entanto, ainda não passou por nenhuma comissão.Diferenças entre as propostasApesar de terem o mesmo objetivo, acabar com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso, os textos divergem em pontos importantes:A PEC de Erika Hilton (PSOL-SP) reduz a jornada para 36 horas semanais, com prazo de 360 dias para entrar em vigor;A PEC de Reginaldo Lopes (PT-MG) também prevê 36 horas semanais, mas com transição mais longa, de até 10 anos;Já o projeto de lei do governo Lula propõe jornada de 40 horas semanais e tem tramitação mais rápida, por exigir menos votos para aprovação.
Source: atarde