Agências de segurança alertam que redes jihadistas estão a focar-se mais em ciber-sabotagem e intimidação online. O mais assustador não são os ataques de cinema, mas sim o quão baratos e eficazes estes ataques podem ser contra alvos comuns.
Cybersecurity
A maior ameaça cibernética em muitas casas não é um hacker misterioso. É o roteador antigo esquecido no canto, com software desatualizado que criminosos sabem como invadir.
Muitos pensam que grandes ataques cibernéticos visam cidades grandes e empresas globais. Mas cidades pequenas, escolas e serviços locais estão cada vez mais na mira dos criminosos. Eles são alvos fáceis por terem sistemas antigos, dados sensíveis e pouco dinheiro para se proteger.
Notícias de que hackers invadiram a conta pessoal de um alto funcionário de segurança dos EUA mostram uma lição importante. O caso revela que a linha que separa a vida privada do risco para a segurança de um país é mais fina do que se imagina.
Muitas pessoas acham que o spyware de celular é uma arma exclusiva de governos contra dissidentes. Na verdade, a ameaça mudou. Aplicativos de "segurança familiar" viraram ferramentas de espionagem silenciosa dentro de casas, empresas e relacionamentos.
Muitos acreditam que a sua vida sexual é privada, mas uma indústria de dados invisível está a rastrear as suas preferências mais íntimas através de aplicações. Esta informação é frequentemente armazenada sem segurança, o que leva a fugas de dados. Criminosos usam estes segredos para chantagear as vítimas, que muitas vezes não denunciam por vergonha.
A imagem comum de um ciberataque é a de hackers invadindo bancos ou sequestrando redes de hospitais. Mas o alvo agora não é apenas dinheiro ou segredos de empresas. Criminosos estão usando fotos íntimas de homens para praticar um tipo de extorsão que pode ser fatal.
Quando se pensa em um ataque cibernético, geralmente imaginamos um banco de dados corporativo bloqueado, a rede de um hospital desativada ou uma conta bancária esvaziada. Especialistas em segurança alertam constantemente os consumidores sobre o cuidado com senhas, e-mails de phishing e fraudes de cartão de crédito. Mas um número crescente de evidências sugere que o setor de tecnologia está ignorando uma ameaça muito mais íntima.
Quando a maioria das pessoas pensa em um ataque cibernético, elas imaginam senhas roubadas ou contas bancárias congeladas. A ameaça parece financeira, digital e, em grande parte, contida na tela à sua frente. No entanto, uma vulnerabilidade muito mais perigosa está crescendo nos bastidores da vida moderna,
A imagem popular de um cibercriminoso é a de um rebelde solitário com um capuz escuro, invadindo sistemas com genialidade técnica. Essa é uma ficção reconfortante, que sugere que as ameaças digitais são raras e exigem habilidades extraordinárias. A realidade atual é muito diferente e mais assustadora: os ataques mais devastadores vêm de uma vasta economia paralela organizada que funciona como uma franquia corporativa.
A cultura popular criou um retrato duradouro e muito específico de um ataque cibernético. Muitas vezes imaginamos linhas de código verde passando por monitores escuros, hackers brilhantes e maliciosos quebrando algoritmos complexos na força bruta e intensas batalhas digitais entre avançadas inteligências artificiais.