Onde se formam cidadãos empáticos e conscientes
22 de abril de 2026

Assinalou-se no dia 11 de abril mais um ano de atividades, numa cerimónia que contou com a presença de alunos, instrutores, famílias e o corpo de bombeiros local. Durante a cerimónia, foram investidos novos infantes e cadetes, “desafiados a escrever os próximos capítulos desta história”. Missão para e pelas crianças e os jovens António Justino, comandante da corporação de bombeiros, referiu que a escola nasceu com a missão de “contribuir para o desenvolvimento pessoal e social das crianças e jovens do concelho” , no âmbito da participação da corporação na Comissão Alargada de Proteção de Crianças e Jovens de Oliveira de Azeméis. A cidadania, solidariedade, respeito, espírito de união e ajuda ao próximo tornaram-se pilares fundamentais desta iniciativa, alinhados com o lema que orienta a instituição: “Vida por Vida” . Construir o futuro da humanidade “É um gosto enorme, porque estamos a criar o futuro. Independentemente destes pequenos serem bombeiros mais tarde, ou não. Mas vão ser pessoas, vão ser adultos” , afirma Ana Vasconcelos, uma das responsáveis pela escola de infantes. Para além de ensinarem as várias técnicas que os bombeiros utilizam no seu dia-a-dia, na escola os alunos também aprendem a viver em comunidade e a tornarem-se “adultos responsáveis. Sejam civis que saibam atuar caso seja preciso” . Mas, e acima de tudo, que se tornem adultos empáticos e saibam ajudar o próximo. "É em cada um de vocês que depositamos a responsabilidade do nosso amanhã" , reconhece João Pinho, presidente dos bombeiros de Azeméis, dirigindo palavras de reconhecimento a todos os presentes. Destacou ainda o “papel central dos jovens no futuro da escola e da comunidade., sublinhando a resiliência e disponibilidade dos Infantes e Cadetes” . “A escola tem como missão promover competências essenciais ao crescimento pessoal dos jovens” , acrescenta António Justino. Entre essas encontra-se a autoestima, a tomada de decisões, o sentido de responsabilidade, “bem como o conhecimento dos direitos e deveres, são algumas das áreas trabalhadas ao longo da formação” . Desde pequenino a aprender a cuidar Mafalda Pinho e Mariane Tábuas já são cadetes e estão na escola há cinco e oito anos respetivamente. Já Nuno Amorim e Leonardo Valério são infantes e encontram-se na escola há um ano e três anos, respetivamente. Todos tiveram conhecimento da escola de infantes através de palestras a que assistiram, quer na escola, centro lúdico e durante campos de férias. Mafalda Pinho afirma que estar na escola de infantes “é qualquer coisa de espetacular, porque nós aqui sabemos um bocadinho de tudo o que é que os bombeiros fazem” , e confessa que, um dia, gostaria de ser bombeira profissional. Já Mariane Tábuas, se não seguir a carreira de bombeira, gostaria de ir para a área militar, no entanto, quando ouviu uma palestra no centro lúdico, gostou. "Vim cá e continuo” , afirmou- De infantes, quer o Nuno quer o Leonardo também gostam dos treinos da escola. Nuno Amorim confessou que o seu “treino próprio não é o melhor, por isso vim cá para ganhar mais força” , e que um dia gostaria de ser bombeiro. Tal como a Mariane, também Leonardo Valério pretende “ser bombeiro ou militar algum dia” . Os instrutores são os pilares O trabalho dos instrutores foi amplamente elogiado, sendo-lhes “atribuído o mérito pelo nível de excelência que a escola mantém” , como refere João Pinho. Reconheceu-se igualmente o “apoio permanente do corpo de bombeiros, destacando o esforço e dedicação diários de toda a estrutura”. As famílias dos infantes e cadetes não ficaram de fora, e João Pinho agradeceu “pelo acompanhamento e confiança depositada na instituição” .
Source: correiodeazemeis