Bolsas de NY fecham com alta de mais de 1% apoÌs reabertura do Estreito de Ormuz
17 de abril de 2026
Os principais iÌndices de ações de Nova York tivera...
Os mercados financeiros globais respiraram aliviados nesta sexta-feira, com os principais índices de ações de Nova York registrando ganhos robustos. A alta foi impulsionada pela notícia da reabertura do Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas de comércio de energia do mundo. O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq Composite fecharam o pregão com valorizações superiores a 1%, refletindo o otimismo dos investidores com a diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O anúncio representa uma reviravolta positiva após semanas de incertezas que abalaram a economia global.
A recente crise teve início com o bloqueio do estreito pelo Irã, em resposta a um acirramento nas hostilidades com os Estados Unidos e Israel. A medida drástica interrompeu o fluxo de cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo, que passa diariamente pela via marítima. Como consequência imediata, os preços do petróleo dispararam, com o barril do tipo Brent atingindo picos de preocupação nos mercados internacionais. O temor de uma crise de abastecimento e de uma escalada inflacionária generalizada levou a perdas significativas nas bolsas de valores em todo o mundo.
A interrupção no Estreito de Ormuz não afetou apenas o mercado de energia. A passagem é vital para o transporte de gás natural liquefeito e uma vasta gama de produtos, desde petroquímicos e fertilizantes até eletrônicos e automóveis. A crise na cadeia de suprimentos gerou um efeito cascata, com custos de produção e frete aumentando globalmente, ameaçando repassar a pressão inflacionária para o consumidor final. Países na Ásia e Europa, grandes dependentes dos insumos e da energia que transitam pela região, foram particularmente afetados.
O anúncio da reabertura, feito pelo Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, veio após intensas negociações diplomáticas e no contexto de um cessar-fogo regional. A decisão permite que o tráfego de embarcações comerciais seja retomado, ainda que sob coordenação das autoridades iranianas. A notícia provocou uma queda acentuada e imediata nos preços do petróleo, com o Brent recuando para patamares próximos a 90 dólares por barril, aliviando a pressão sobre os custos de energia e transportes.
Apesar do otimismo que tomou conta dos mercados, analistas apontam que o cenário ainda exige cautela. A durabilidade da reabertura e a estabilidade do cessar-fogo são cruciais para determinar a confiança dos mercados a longo prazo. Questões como os elevados custos de seguro para navegação na área e a própria disposição das companhias em retomar a rota imediatamente permanecem como pontos de atenção. Investidores continuarão a monitorar de perto os desdobramentos diplomáticos, cientes de que, embora a crise imediata tenha sido contida, as tensões subjacentes no Oriente Médio ainda persistem.
Source: valor_globo