Câmara do Rio decreta luto de três dias pela morte de Oscar Schmidt
17 de abril de 2026
Plantão: Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, morre em SP aos 68 anos O presidente da Câmara Municipal do Rio, vereador Carlo Caiado (PSD), decretou luto de três dias pela morte do ex-jogador Oscar Schmidt, nesta sexta-feira (17). Ícone do esporte nacional e referência mundial no basquete, Oscar morreu aos 68 anos em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal. Ele foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Alphaville, mas chegou à unidade já sem vida, após ser socorrido em parada cardiorrespiratória, segundo a prefeitura. A causa da morte não foi divulgada. Dono de uma carreira brilhante, o “Mão Santa”, como era conhecido, marcou gerações com sua habilidade única, espírito competitivo e impressionante marca de mais de 49 mil pontos ao longo da trajetória, além de representar o Brasil em cinco edições dos Jogos Olímpicos. "Oscar inspirou várias gerações de atletas com a sua garra e sua postura dentro e fora das quadras. O Brasil perde mais do que um ídolo, uma referência de disciplina, dedicação e paixão. Nada mais justo do que eternizar seu nome, para ele continuar a inspirar outros cariocas", disse Caiado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Oscar Schmidt Reprodução/Instagram Oficial Oscar Em nota, a família de Oscar lamentou a morte e lembrou sua trajetória. O velório e enterro serão restritos à família e amigos. O ex-jogador deixa a esposa e dois filhos. Em 2011, Oscar foi diagnosticado com câncer no cérebro. Passou por cirurgias, mas a doença persistiu. Em 2022, afirmou que havia interrompido por conta própria o tratamento de quimioterapia. Após repercussão, esclareceu a situação e anunciou que estava curado. Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, no Rio Grande do Norte, e é reconhecido como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos no Brasil e no mundo. Eterno camisa 14 da seleção brasileira, foi um dos principais responsáveis por popularizar o basquete no país. Em cinco participações olímpicas, Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996, marcou 1.093 pontos e se tornou o maior cestinha da história dos Jogos. Oscar foi considerado um dos melhores da história, integrando também o Hall da Fama da Federação Internacional da modalidade (Fiba) e o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado oficialmente na liga americana. Oscar Schmidt Reprodução/Instagram Oficial Oscar
O basquete brasileiro e o esporte mundial perderam uma de suas maiores lendas nesta sexta-feira. Oscar Schmidt, o eterno "Mão Santa", morreu aos 68 anos em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. O ex-jogador sofreu uma parada cardíaca em sua residência e, apesar de ter sido socorrido e levado a um hospital municipal, chegou à unidade já sem vida. A notícia de seu falecimento gerou comoção nacional, e no Rio de Janeiro, o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlo Caiado, decretou luto oficial de três dias em homenagem ao ícone do esporte. A família confirmou a morte em um comunicado, informando que o velório e o enterro serão restritos a amigos e familiares.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar marcou gerações com uma carreira brilhante e números impressionantes. Ao longo de sua trajetória, acumulou quase 50.000 pontos, um feito que o posicionou como um dos maiores pontuadores da história do basquete mundial. Pela seleção brasileira, o camisa 14 disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, tornando-se o maior cestinha da história do torneio, com 1.093 pontos. Um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando liderou o Brasil na histórica vitória sobre a seleção dos Estados Unidos na final, a primeira derrota dos norte-americanos em casa na competição.
A dedicação de Oscar à seleção brasileira foi uma marca de sua carreira, a ponto de ele recusar propostas para atuar na NBA, a principal liga de basquete do mundo, para poder continuar defendendo o Brasil em competições internacionais. Seu talento e importância para o esporte foram reconhecidos globalmente, com sua inclusão no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (FIBA) em 2010 e no prestigiado Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, em 2013, mesmo sem nunca ter jogado na liga americana. Sua passagem pela Europa também foi notável, especialmente na Itália, onde se tornou um ídolo e um dos maiores pontuadores da história da liga local.
Fora das quadras, Oscar enfrentou uma longa e pública batalha pela vida. Em 2011, foi diagnosticado com um tumor no cérebro e, desde então, passou por cirurgias e tratamentos intensivos. Ele enfrentou a doença com resiliência, tornando-se um exemplo de determinação. Em 2022, declarou ter interrompido por conta própria o tratamento de quimioterapia, mas depois esclareceu que havia recebido alta médica e se considerava curado, uma decisão tomada em conjunto com sua equipe de saúde. A família afirmou que ele lutou contra a doença por mais de 15 anos com coragem e dignidade.
Além do luto oficial, a Câmara do Rio planeja uma homenagem duradoura ao atleta. O vereador Carlo Caiado anunciou que apresentará um projeto de lei para nomear um equipamento esportivo da cidade em honra a Oscar, para que seu legado continue a inspirar futuras gerações de atletas e cariocas. A Confederação Brasileira de Basketball, clubes por onde passou e diversas personalidades do esporte e de outras áreas lamentaram a perda, destacando o impacto de Oscar como um símbolo de paixão, disciplina e amor ao esporte. A imprensa internacional também repercutiu a morte, tratando-o como uma "lenda do basquete".
Source: g1globo