Prédio de quatro andares afunda, deixa feridos e obriga retirada de moradores em Itajaí (SC)

16 de abril de 2026

Prédio de quatro andares afunda, deixa feridos e obriga retirada de moradores em Itajaí (SC)

Um prédio residencial de quatro andares cedeu e sofreu danos estruturais na noite de quarta-feira (15), no centro de Itajaí ( SC ), levando à retirada às pressas de 65 moradores. Três pessoas ficaram feridas por estilhaços de vidro. Leia mais (04/16/2026 - 17h00)

Um susto marcou a noite de quarta-feira, 15 de abril de 2026, para os moradores de um edifício residencial no centro de Itajaí, em Santa Catarina. O prédio de quatro andares, localizado na Rua Almirante Barroso, sofreu um colapso estrutural parcial, afundando entre 30 e 40 centímetros e forçando a evacuação imediata de todos os seus ocupantes. O incidente, ocorrido por volta das 21h30, mobilizou rapidamente equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, que interditaram a área para garantir a segurança. Três pessoas sofreram ferimentos leves, atingidas por estilhaços de vidro de janelas que se quebraram com o deslocamento da estrutura.

No total, 65 pessoas que viviam nos 15 apartamentos ocupados do edifício tiveram que deixar seus lares às pressas. Muitos saíram apenas com a roupa do corpo, em meio a relatos de estalos e barulhos que pareciam ser de móveis caindo. Imagens do local mostravam rachaduras visíveis nas paredes e no piso, além do desnível acentuado no térreo, evidenciando a gravidade do ocorrido. Como medida de precaução, a energia elétrica do imóvel foi desligada e os moradores de duas residências vizinhas também foram orientados a evacuar suas casas. A prefeitura de Itajaí montou um abrigo provisório em um salão paroquial para acolher os desalojados, mas a maioria optou por se abrigar em casas de familiares e amigos.

A Defesa Civil iniciou imediatamente o monitoramento da estrutura por meio de aferições topográficas para verificar se o recalque da fundação havia se estabilizado ou se o prédio continuava a se mover. O acesso ao interior do edifício, conhecido como Edifício Irajá e com 62 anos de construção, foi completamente proibido até a conclusão de um laudo técnico que irá determinar a causa do sinistro e avaliar os riscos de um desabamento completo. O prédio era composto por 16 apartamentos, todos destinados à locação.

As investigações preliminares apontam para uma possível causa do afundamento. Técnicos que avaliaram a cena suspeitam que o rompimento de uma antiga cisterna, com mais de 50 anos, localizada na base da edificação, pode ter comprometido as fundações. Esta hipótese será aprofundada pela perícia técnica nos próximos dias, que também vai avaliar se a estrutura poderá ser recuperada ou se a demolição será necessária.

O episódio reacende a discussão sobre a segurança de construções mais antigas na cidade e a importância da manutenção predial preventiva. Equipes da prefeitura, incluindo engenheiros e técnicos, estão focadas em avaliar a extensão total dos danos e definir os próximos passos. Enquanto isso, as famílias desabrigadas aguardam respostas sobre o futuro de suas moradias e a possibilidade de recuperar seus pertences que ficaram para trás na evacuação emergencial.

Source: folha

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The World Dispatch

Source: World News API